O senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB), pré-candidato a reeleição, virou alvo de uma reportagem da coluna do jornalista Tácio Lorran, no portal Metrópoles, que aponta uma série de nomeações consideradas controversas em seu gabinete no Senado Federal.
Entre os casos citados está o da farmacêutica Bruna Priscilla Vasconcelos Dantas Leite, nomeada como “ajudante parlamentar sênior” desde setembro de 2024, com salário de R$ 6,4 mil e jornada de 40 horas semanais no Senado. Segundo a reportagem, ela também ocupa um cargo na Secretaria de Saúde de Piancó, onde recebe R$ 3,2 mil e possui a mesma carga horária de 40 horas.
O Metrópoles destaca ainda que Veneziano não mantém servidores lotados em escritório de apoio na Paraíba, o que levanta questionamentos sobre onde os assessores exercem suas funções.
A reportagem também cita a nomeação de André Avelino de Paiva Gadelha Terceiro, filho do deputado estadual e pré-candidato ao Senado André Gadelha (MDB), aliado político de Veneziano. Ele permaneceu nomeado no gabinete do senador entre 2022 e março deste ano, período em que cursava Medicina em João Pessoa, recebendo cerca de R$ 3 mil mensais como “ajudante parlamentar júnior”.
Outro nome mencionado é o de Giovanna Britto Villarim, que, conforme a publicação, acumulou cargos no gabinete de Veneziano e na Federação das Indústrias do Estado da Paraíba (FIEPB).
A matéria ainda aponta que o pastor e empresário Emídio Barbosa de Lima Brito foi nomeado no gabinete do senador em 2019. Segundo o Metrópoles, ele presidia um resort e era sócio-administrador de uma construtora na Paraíba enquanto ocupava o cargo comissionado no Senado. A reportagem ressalta que a Lei nº 8.112/1990 veda, em regra, que servidores ocupem a condição de sócio-administrador de empresas.

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