O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vivem uma grande fase na relação política, uma espécie de “lua de mel”.
Na semana passada, Hugo e Lula estiveram juntos durante uma agenda do presidente no Rio Grande do Norte. Lula chegou a beijar a testa de Hugo, em um gesto que foi tratado como um beijo de avô para neto.
A aproximação também tem sido marcada por reuniões recentes e pelo agradecimento de Lula ao apoio declarado por Hugo à sua reeleição. Nesta quarta-feira (26), Lula almoçou com Hugo Motta e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
Os dois presidentes do Congresso se comprometeram a avançar com as votações da PEC do fim da escala 6×1 e da MP que prevê o fim da chamada “taxa das blusinhas”.
Hugo ainda emplacou, nesta quinta-feira (27), uma indicação para um cargo federal na Paraíba. A Superintendência Federal da Pesca e Aquicultura no estado será comandada pelo advogado Inácio Machado de Souza, nome próximo ao deputado estadual Jutay Meneses (Republicanos).
Inácio Machado substituirá Pablo Gouveia, que entregou o cargo após orientação da direção nacional do PSD.
A “lua de mel” entre Hugo e Lula ocorre em meio à campanha eleitoral, com o pai de Hugo, Nabor Wanderley (Republicanos), na disputa pelo Senado e tendo como um de seus principais concorrentes o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB), que também é aliado de Lula.
A temperatura entre Hugo e Veneziano está alta. O presidente da Câmara acusou o senador de “chantagear” prefeitos paraibanos, utilizando a influência do irmão, Vital do Rêgo, presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), para conquistar apoios à sua reeleição.
Veneziano rebateu a acusação e propôs uma aposta a Hugo: se o presidente da Câmara provar a acusação, ele abre mão de sua candidatura ao Senado. Caso contrário, desafiou Hugo e Nabor a abrirem mão de suas respectivas candidaturas.

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