A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes na Paraíba (Abrasel PB) avalia que ainda não há consenso na sociedade sobre a proposta de redução da jornada de trabalho sem redução de salários e chama atenção para os impactos diretos que a medida pode trazer para a população.
Inicialmente percebida como uma proposta positiva, a redução da escala 6×1 começa a ser analisada com mais cautela à medida que seus efeitos práticos vêm à tona — especialmente no que diz respeito ao custo de vida e ao acesso a serviços no dia a dia.
Na prática, setores que funcionam de forma contínua, como bares e restaurantes e outros serviços essenciais, tendem a enfrentar aumento de custos operacionais. Isso pode resultar em dois efeitos diretos para a população: preços mais altos e redução na oferta de serviços, como horários mais curtos de funcionamento, menos opções disponíveis e maior tempo de espera.
Para a presidente da Abrasel na Paraíba, Thâmara Cavalcanti, o debate precisa ser ampliado com foco na realidade da população.
“Não é sobre quem consome, é sobre o acesso. Quando o custo sobe e a operação fica mais difícil, os primeiros a sentir são os serviços do dia a dia, principalmente nas regiões onde os negócios têm menos capacidade de absorver esses impactos.”, afirma.
A entidade reforça que esse efeito tende a ser mais sentido em áreas com menor poder aquisitivo, onde os estabelecimentos operam com margens mais apertadas e têm menor capacidade de absorver custos adicionais, o que pode levar à redução de equipes, horários e oferta de atendimento.
A Abrasel destaca ainda que mudanças estruturais dessa magnitude precisam ser amplamente debatidas com a sociedade, considerando seus impactos reais e garantindo que decisões dessa natureza não resultem em aumento de custos, perda de acesso ou redução na qualidade dos serviços.

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