Na política, dizem que tamanho não é documento. Mas, quando o assunto é Fundo Eleitoral, parece que o tamanho do cheque também depende bastante do humor das cúpulas partidárias. É o que mostra a prestação de contas apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Munique Marinho, candidata do PL à Câmara dos Deputados e vereadora de Conde, recebeu nada menos que R$ 900 mil do Fundo Eleitoral para a campanha, quase R$ 1 milhão só para ela. A surpresa ainda é maior na comparação: o valor é três vezes maior que os R$ 300 mil recebidos pelo deputado federal Hugo Motta (Republicanos-PB), atual presidente da Câmara dos Deputados. Ou seja: enquanto um dos políticos mais poderosos do país recebeu R$ 300 mil de seu partido, a candidatura de alguém em um pequeno município da Paraíba contou com um cheque de R$ 900 mil em recursos públicos. Na matemática eleitoral, a diferença é de R$ 600 mil — dinheiro suficiente para fazer qualquer contador conferir a planilha duas vezes. Dos R$ 902 mil declarados como receitas de campanha por Munique, R$ 900 mil vieram diretamente da Direção Nacional do PL, por meio do Fundo Eleitoral. Isso significa que praticamente toda a campanha foi abastecida com recursos repassados pela legenda. Hugo Motta, por sua vez, aparece na comparação com R$ 300 mil provenientes da direção estadual do Republicanos. A diferença chama atenção justamente pelo contraste entre as duas candidaturas. De um lado, uma candidata que disputa uma vaga na Câmara. Do outro, um deputado federal em busca da reeleição e que ocupa atualmente a presidência da Casa. Não há, nos números apresentados, qualquer indicação automática de irregularidade. Partido pode distribuir os recursos de campanha entre seus candidatos conforme os critérios e limites estabelecidos pela legislação eleitoral. Mas que a matemática chama atenção, chama. A pergunta que fica é simples: o que fez o PL apostar R$ 900 mil nessa candidatura? A resposta está nos critérios internos de cada legenda. O fato é que, no grande balcão do fundão eleitoral, os cheques não saem necessariamente do mesmo tamanho. E, nesse caso, a diferença não foi pequena: Munique recebeu o triplo da verba destinada a Hugo Motta. Com informações do Blog do Ninja

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