GOV
28 . Nov . 2018

Deputado-Pastor Marco Feliciano poderá assumir o novo Ministério da Cidadania no governo de Bolsonaro

Em: POLÍTICA
O pastor Marco Feliciano (Podemos-SP) está cotado para assumir o futuro novo Ministério da Cidadania no governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), a partir de 1º de janeiro de 2019. O nome do polêmico deputado foi indicado por integrantes da Bancada Evangélica na Câmara dos Deputados que se reuniram com Bolsonaro nesta terça-feira (27) no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília, onde está funcionando o gabinete de transição improvisado do futuro governo.
 
Publicamente, nenhum dos lados comenta o assunto, mas a jornalista Daniela Lima revelou nesta quarta-feira (28) que o nome de Marco Feliciano foi um dos três indicados pelas bancada e está cotado para assumir a futura pasta que vai reunir os atuais ministérios dos Direitos Humanos, da Cultura, dos Esportes, e do Desenvolvimento Social.
 
As indicações para o futuro Ministério da Cidadania ganham mais peso depois que a bancada evangélica provou sua força na semana passada quando Bolsonaro estava próximo de nomear Mozart Neves Ramos para o Ministério da Educação , mas viu o nome escolhido ser vetado pelos líderes evangélicos que acusaram o diretor do Instituto Ayrton Senna de ser contra o Projeto de Lei 7180/2014, popularmente conhecido como Escola sem Partido.
 
Deputado federal eleito por São Paulo desde 2010, Marco Antônio Feliciano é pastor da Catedral do Avivamento, uma igreja neopentecostal ligada à Assembleia de Deus. Durante os oito anos de atuação na Câmara dos Deputados , Feliciano já se envolveu em várias polêmicas sempre com declarações fortes contra o direito das minorias.
 
Até por isso, o momento mais marcante de sua atuação como parlamentar foi quando Marco Feliciano foi eleito presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara em 2013. Conhecido por ter dado declarações como "AIDS é o câncer gay" e "africanos descendem de ancestral amaldiçoado por Noé. Isso é fato", sua eleição para presidente da comissão causou grande revolta.
 

Comente

Últimos Comentários

    Nenhum resultado encontrado.